Blanca es la Noche (Branca é a Noite) | Ana Woolf (AR)
Blanca es la Noche (Branca é a Noite) | Ana Woolf (AR)
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Descrição
“Blanca es la Noche” é inspirado em poemas de Hilda Hilst e na história da poeta italiana Alda Merini, que passou anos da sua vida num hospital psiquiátrico, tendo conseguido sobreviver graças à escrita dos seus poemas. O conto “Miss Algrave”, de Clarisse Lispector foi, também, fundamental para a construção da dramaturgia: “numa noite de lua cheia, uma mulher experimenta uma revelação de amor”. Será mentira? Ou será a lembrança dolorosa de uma memória de infância criada, imaginada, como a única possibilidade de continuar a viver? A história da personagem não pode ser partilhada, porque ninguém acreditaria nela, nem a ficção, nem, talvez, a sua própria verdade. As suas palavras permanecem fechadas, afogadas no seu corpo. “Estou na noite, até que a lua brilhe e a noite fique branca. Até que os passarinhos trancados na minha cabeça possam voar transformados em palavras”.
Ana Woolf é pedagoga, actriz e encenadora. Nascida na Argentina, formou-se na Escola de Arte Dramática de Buenos Aires e especializou-se em Antropologia Teatral com Eugénio Barba, do Odin Teatret (DK), e pela ISTA (International School of Theatre Anthropology). É co-fundadora e directora artística da Red Magdalena 2.a Generación, uma rede latino-americana de mulheres artistas, vinculada à rede internacional The Magdalena Project. É colaboradora internacional do Odin Teatret e trabalhou como assistente de encenação de Eugenio Barba em vários projectos internacionais: “Ur- Hamlet”; “El Casamiento de Medea”; “La Vida Crónica” e “Si el Grano no Muere”.
Desde 2011, promove um trabalho intenso na Argentina e na América Latina e dá formação a nível mundial. Lecciona na ISTA, onde desenvolveu um treino especial baseado em técnicas orientais e ritmos latino-americanos: “A presença cénica do corpo/voz”. Trabalha, também, como encenadora, com actores profissionais em diferentes países e é autora de múltiplos artigos de reflexão, sobre arte teatral e feminina, publicados em diferentes revistas de crítica de Teatro mundiais (Cuba, Argentina, Dinamarca, Nova Zelândia, Itália). Dirige e colabora com várias companhias internacionais, de França, Itália, Dinamarca, Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Taiwain, Índia, Malásia, entre outras. Foi, ainda, tradutora de obras de Julia Varley, Eugenio Barba, Iben Nagel Rasmussen, Mirella Schino e de outros autores de artigos sobre teatro.
Ficha Artística
Dramaturgia e encenação: Julia Varley
Interpretação: Ana Woolf
Desenho de luz: Fausto Pro
Música: Hector Villa Lobos, Marianne Suner, Eléonore Bovon
Produção: Fondazione Barba Varley (Itália); Magdalena 2.da Geração (Rede
Latino-americana de Mulheres na Arte Contemporânea), Argentina; CATA (Centro de Antropologia Teatral, Argentina)
Estreado em Maio de 2019, no Odin Teatret, Hosltebro, Dinamarca (Festival Transit).
Organizador
O Festival Eufémia procura responder à urgência de criar, em Lisboa, um projecto que acrescente visibilidade a iniciativas artísticas concebidas a partir de perspectivas de género - de carácter interseccional - e das complexidades que afectam os processos identitários e a inscrição individual e colectiva da memória no espaço das artes performativas.
O III Festival Eufémia - Género, Memória e Resistência em Cena acontece de 29 de Outubro a 8 de Novembro de 2025, na Biblioteca de Marvila e na Escola Secundária de Camões. Nesta terceira edição, reunimos projectos que dialogam com a ancestralidade, diáspora, luto e desconstrução de estereótipos, como #3 Musa Acuminata Cavendish, de Flávia Gusmão com as Batucadeiras Finka Pé, FRAGMENTOS, de Marisa Paulo, ou Pai Para Jantar, de Gaya de Medeiros. Outras propostas, como SerEstando Mulheres, de Ana Cristina Colla, e Penelopíada, de Susana Cecílio, revisitam mitos e tradições, questionando representações clássicas e reafirmando a multiplicidade de saberes inscritos nos corpos das mulheres. Artistas como Keli Freitas (Adicionar um Lugar Ausente), Poliana Tuchia (Mulher Enciclopédica) e Shadi Alaiek (Uma Carta Para a Minha Mãe) reinventam em cena memórias autobiográficas ao serviço de uma comprometida dimensão política que habilita a pensar o colectivo, transcendendo fronteiras geográficas e culturais. Há, ainda, a destacar a obra Mestiçagem Selvagem, de Samadi Valcarcel, uma reflexão singular sobre a identidade mestiça e a identidade boliviana. Esta foi a performance seleccionada, de entre cerca de 500 candidaturas, na open call realizada pelo Grupo Eufémias no âmbito do programa Iberescena. O último espectáculo do festival é Minha Primeira Vez, uma comédia erótica interactiva de Paolle Berklyn, do Brasil.
Para além dos espectáculos, a programação inclui exposições, formações e diálogos interdisciplinares que ampliam a dimensão política e pedagógica do festival. Destaca-se o laboratório intensivo de artes performativas conduzido por Ana Woolf e Ana Cristina Colla, que culmina numa apresentação em espaço público, assim como a oficina de poesia musicada orientada por Shahd Wadi e o jogo-performance de Laura Falésia e André Tecedeiro.
FICHA TÉCNICA
Conceito, Programação e Produção – Grupo Eufémias: Poliana Tuchia, Pepa Macua, Catarina Sobral, Elsa Maurício Childs, Mafalda Alexandre, Catarina Amaral
Coordenação Técnica: Gi Carvalho
Design Gráfico: Sofia Dias
Assessoria de Imprensa: Levina Valentim
Assistência de Produção: Linda Rosa Campos
Registo Audiovisual e Vídeo Promocional: Beth Freitas
Banda Sonora: Poliana Tuchia e Chaya Vazquez
Parcerias Institucionais: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto/Direcção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, IBERESCENA, INATEL/ICD
Parceria Media: Coffeepaste
Apoios: Biblioteca de Marvila, Escola Secundária de Camões, Pólo Cultural Gaivotas-Boavista
Agradecimentos: A Algures, A Corda, Mente de Cão
Local
Biblioteca de Marvila, R. António Gedeão, 1950-374 Lisboa
FAQ
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Blanca es la Noche (Branca é a Noite) | Ana Woolf (AR)
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