Palavras que me servem: uma palestra-performance sobre Linguagem Inclusiva
Palavras que me servem: uma palestra-performance sobre Linguagem Inclusiva
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Description
Há palavras que já não usamos, como ardina ou vitrola, porque aquilo que descreviam foi desaparecendo. Há palavras que ainda não usamos, porque não conhecemos as coisas que vão descrever. Há coisas que sempre existiram, mas para as quais nunca quisemos inventar palavras. Criar uma palavra é reconhecer uma existência. A nossa compreensão do mundo e de quem somos é moldada pelas palavras que usamos. É por isso que o nosso vocabulário é tão poderoso. Através de relatos pessoais, André Tecedeiro e Laura Falésia conversam sobre como as suas memórias de infância e adolescência impactaram as suas noções de género e identidade. Esta palestra-performance é um convite ao reconhecimento da diversidade humana e à criação de espaços mais seguros e inclusivos, a começar pela forma como comunicamos.
André Tecedeiro
É poeta, dramaturgo e artista plástico. É licenciado em Pintura (FBAUL) e em Psicologia (FPUL) e mestre em Artes Plásticas Intermédia e em Psicologia do Trabalho. Publicou oito livros de poesia em Portugal, Brasil, Colômbia e Espanha, entre os quais A Axila de Egon Schiele (Porto Editora, 2020), recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Os seus poemas estão representados em mais de vinte revistas literárias e antologias. Para Teatro, escreveu “Joyeux Anniversaire” (2021), “Desfazer” (2021) e “O Ensaio” (2023). É consultor de linguagem inclusiva e inclusão de género e foi orador em dezenas de debates, conversas e conferências, partilhando a sua experiência enquanto pessoa trans pela visibilidade e direitos de todas as pessoas LGBTQIA+.
Laura Falésia
É licenciada em Filosofia e em Gestão e é mestre em Filosofia Política. Entrevistou artistas visuais e escreveu sobre arte para o Duplo Espaço e para exposições. Colaborou com o P3. Co-criou o Colectivo FACA, que trabalha com museus sobre as temáticas do feminismo, colonialismo, racismo, LGBTQIA+ e não-normatividade. Desenvolve estratégias de comunicação, de identidade e tom de voz para empresas, com foco num posicionamento inclusivo e no uso de uma linguagem que envolva todas as pessoas. É consultora, revisora e estratega para a inclusão, identidade e diversidade de género.
Organiser
O Festival Eufémia procura responder à urgência de criar, em Lisboa, um projecto que acrescente visibilidade a iniciativas artísticas concebidas a partir de perspectivas de género - de carácter interseccional - e das complexidades que afectam os processos identitários e a inscrição individual e colectiva da memória no espaço das artes performativas.
O III Festival Eufémia - Género, Memória e Resistência em Cena acontece de 29 de Outubro a 8 de Novembro de 2025, na Biblioteca de Marvila e na Escola Secundária de Camões. Nesta terceira edição, reunimos projectos que dialogam com a ancestralidade, diáspora, luto e desconstrução de estereótipos, como #3 Musa Acuminata Cavendish, de Flávia Gusmão com as Batucadeiras Finka Pé, FRAGMENTOS, de Marisa Paulo, ou Pai Para Jantar, de Gaya de Medeiros. Outras propostas, como SerEstando Mulheres, de Ana Cristina Colla, e Penelopíada, de Susana Cecílio, revisitam mitos e tradições, questionando representações clássicas e reafirmando a multiplicidade de saberes inscritos nos corpos das mulheres. Artistas como Keli Freitas (Adicionar um Lugar Ausente), Poliana Tuchia (Mulher Enciclopédica) e Shadi Alaiek (Uma Carta Para a Minha Mãe) reinventam em cena memórias autobiográficas ao serviço de uma comprometida dimensão política que habilita a pensar o colectivo, transcendendo fronteiras geográficas e culturais. Há, ainda, a destacar a obra Mestiçagem Selvagem, de Samadi Valcarcel, uma reflexão singular sobre a identidade mestiça e a identidade boliviana. Esta foi a performance seleccionada, de entre cerca de 500 candidaturas, na open call realizada pelo Grupo Eufémias no âmbito do programa Iberescena. O último espectáculo do festival é Minha Primeira Vez, uma comédia erótica interactiva de Paolle Berklyn, do Brasil.
Para além dos espectáculos, a programação inclui exposições, formações e diálogos interdisciplinares que ampliam a dimensão política e pedagógica do festival. Destaca-se o laboratório intensivo de artes performativas conduzido por Ana Woolf e Ana Cristina Colla, que culmina numa apresentação em espaço público, assim como a oficina de poesia musicada orientada por Shahd Wadi e o jogo-performance de Laura Falésia e André Tecedeiro.
FICHA TÉCNICA
Conceito, Programação e Produção – Grupo Eufémias: Poliana Tuchia, Pepa Macua, Catarina Sobral, Elsa Maurício Childs, Mafalda Alexandre, Catarina Amaral
Coordenação Técnica: Gi Carvalho
Design Gráfico: Sofia Dias
Assessoria de Imprensa: Levina Valentim
Assistência de Produção: Linda Rosa Campos
Registo Audiovisual e Vídeo Promocional: Beth Freitas
Banda Sonora: Poliana Tuchia e Chaya Vazquez
Parcerias Institucionais: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto/Direcção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, IBERESCENA, INATEL/ICD
Parceria Media: Coffeepaste
Apoios: Biblioteca de Marvila, Escola Secundária de Camões, Pólo Cultural Gaivotas-Boavista
Agradecimentos: A Algures, A Corda, Mente de Cão
Venue
Auditório Camões, R. Alm. Barroso 25A, 1000-012 Lisboa
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